terça-feira, 17 de maio de 2016

O parafuso correto



Um especialista em informática, foi chamado para consertar um computador muito grande e extremamente complexo, que valia em torno de 12 milhões de reais.
Sentado na frente do monitor, o especialista mexeu numas teclas, balançou a cabeça, murmurou algo para ele mesmo, pegou uma pequena chave de fenda do bolso e apertou um minúsculo parafuso.
Então, ligou o computador e comprovou que funcionava perfeitamente.
O presidente da empresa se mostrou surpreso e satisfeito e se ofereceu para pagar o serviço à vista.
- Quanto te devo? – Perguntou.
O especialista respondeu:
- São mil reais pelo serviço.
O presidente, indignado, perguntou:
- Mil reais? Mil reais por alguns minutos de trabalho? Mil reais só para apertar um simples parafuso? Eu sei que meu computador vale 12 milhões de reais, mas mil reais é muito dinheiro. Vou pagar somente se você me mandar uma fatura detalhada que justifique o valor.
O especialista concordou e foi embora.
Na manhã seguinte, o presidente recebeu a fatura. Leu o documento com cuidado, balançou a cabeça e a pagou na hora.
A fatura dizia:
SERVIÇOS PRESTADOS:
Apertar um parafuso ..........1 real
Saber qual parafuso apertar..........999 reais
LIÇÃO DE VIDA:
Jamais devemos desvalorizar o trabalho de alguém. E julgar o valor de um serviço, simplesmente pelo tempo que se demora para realizá-lo, é um grande erro.

Só porque acho que sei realizar um serviço, não devo julgar ser ele simples ou fácil. Pois quem o realiza sabe muito bem o que precisou fazer para executá-lo.

A vaca no precipício


Um filósofo e seu discípulo resolveram fazer uma pesquisa e saber como viviam as pessoas na sua região.
Chegando à primeira residência, forma recebidos pelos moradores: um casal com cinco filhos - todos com roupas limpas, porém rasgadas.
Depois de servir um cafezinho dispôs-se a responder as perguntas do visitante.
O senhor está no meio desta floresta, não há nenhum comércio nas redondezas - observou o mestre ao pai de família. - Como sobrevivem aqui?
E o homem, calmamente, respondeu:
- Meu amigo, a situação é muito difícil. Graças a Deus, temos aqui uma vaquinha que não nos deixa passar fome. Às vezes sobra um pouco de leite e fazemos um pouco de queijo e vendemos na cidade vizinha. E assim vamos sobrevivendo.
O filósofo agradeceu pela informação, contemplou o lugar por um momento e foi embora. No meio do caminho, disse ao discípulo:
- Jogue a vaquinha deste pobre homem no precipício.
- Não posso fazer isso, é a única forma de sustento da família! - Espantou-se o discípulo.
O filósofo permaneceu calado. Sem alternativa, o rapaz fez o que lhe mandara o mestre, e a vaquinha morreu na queda. A cena ficou gravada em sua memória.
Muitos anos depois, já um empresário bem sucedido, o ex-discípulo resolveu voltar ao mesmo lugar, contar tudo à família, pedir perdão e ajudá-la financeiramente.
Chegando lá, para sua surpresa, encontrou o local transformado num belíssimo sítio, com árvores floridas, carro na garagem e rapazes e moças bem vestidos e felizes. Ficou desesperado, imaginando que a humilde família tivesse precisado vender o sítio para sobreviver.
Apertou o passo e foi recebido por um caseiro muito simpático.
- Para onde foi a família que vivia aqui há dez anos? - perguntou.
- Continuam donos do sítio - foi a resposta.
Espantado, ele entrou correndo na casa, e o senhor logo o reconheceu. Perguntou como estava o filósofo, mas o rapaz nem respondeu, pois se achava por demais ansioso para saber como o homem conseguira melhorar tanto o sítio e ficar tão bem de vida.

- Bem, nós tínhamos uma vaquinha, mas ela caiu no precipício e morreu - disse o senhor. - Então, para sustentar minha família, tive que plantar ervas e legumes. Como as plantas demoravam a crescer, comecei a cortar madeira para vender. Ao fazer isso, tive que replantar as árvores e precisei comprar mudas. Ao comprar mudas, lembrei-me da roupa de meus filhos e pensei que talvez pudesse cultivar algodão. Passei um ano difícil, mas quando a colheita chegou, eu já estava exportando legumes, algodão e ervas aromáticas. Nunca havia me dado conta de todo o meu potencial aqui: ainda bem que aquela vaquinha morreu.

O Capim

No curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:“Quantos rins nós temos?”“Quatro!” Responde o aluno.“Quatro?” Replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos.“Traga um feixe de capim, pois temos um asno na sala”, ordena o professor a seu auxiliar.“E para mim um cafezinho!” Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala. O aluno era, entretanto, o humorista Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), mais conhecido como o “Barão de Itararé”.Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:“O senhor me perguntou quantos rins ‘nós temos’. ‘Nós’ temos quatro: dois meus e dois seus. ‘Nós’ é uma expressão usada para o plural. Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.”A vida exige muito mais compreensão do que conhecimento. Às vezes, as pessoas, por terem um pouco mais de conhecimento ou ‘acreditarem’ que o tem, se acham no direito de subestimar os outros.E haja capim!!!